<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039</id><updated>2009-10-13T21:49:54.541-07:00</updated><title type='text'>SOLTANDO O VERBO - Uma eclética reunião de cronistas</title><subtitle type='html'>Uma eclética reunião de cronistas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Feffers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01352104714036515635</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>142</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-1858831934802996076</id><published>2007-10-03T06:37:00.000-07:00</published><updated>2007-10-03T06:39:01.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Li de Oliveira'/><title type='text'>O Cano</title><content type='html'>De Li de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zilda Gabrieli  tinha muitas expectativas para a balada. Sabe aquele friozinho na barriga de alguém que espera uma coisa de sábado a noite? Essa era a parte da história que ela chamava de ARREPIO.&lt;br /&gt;Bem era verdade que eles nem se conheciam a tanto tempo. E ela de repente nem tinha direito de esperar algo. Ahhhhhhhhhhh mas era tão boa a sensação de querer estar perto!!!&lt;br /&gt;Fez "a" produção.  Maquiagem, olhos carregados e boca levemente com um brilho, afinal, o batom era a primeira coisa que iria sair não é?  Roupa.  Aquela que emagrece sabe? Que te faz sentir poderosa... Essa era parte da história que ela chamava de "EU SEI QUE EU SOU BONITA E GOSTOSA"&lt;br /&gt;Mas então, a gostosa, ou seja, Zilda Gabrieli ouve a ansiedade gritar alto e resolve ligar para saber se está tudo certo.&lt;br /&gt;- Alô? Hugo Emanuel? Oi... é a Zildinha... Eu já to aqui pronta, to indo pro barzinho já e queria saber  você  ta indo agora também?&lt;br /&gt;- Ah... Oi... Sabe o que aconteceu?&lt;br /&gt;Essa era a parte da história que ela chamava de "IHHHHHHH LA VEM BOMBA".&lt;br /&gt;- Eu to em Paranapiacaba. Vim buscar uns passarinhos com meu com o tio do primo do meu vizinho. Mas já to indo! – Hugo Emanuel tentou dar ênfase ao animo da última frase.&lt;br /&gt;Tá... Essa parte ela chamou de "ESPERANCINHA". Engoliu aquelas palavras e tentou se manter animada.&lt;br /&gt;Chegou ao bar reencontrou velhos amigos. Encontrou, inclusive, um amigo que a muitooo tentava convidá-la para sair. E essa parte ela chamada de "SAIA JUSTA". Porque se o bonito resolve continuar o ataque justo naquela hora? Ai, ai, ai... Ela ficava tensa só de pensar.&lt;br /&gt;Conversa vai, chopp vem. E a hora passa. Cadê? Nem sinal de Hugo Emanuel. Conferia a porta de rabo de olho.  Conferia também o sinal do celular. Celular ok, ninguém na porta.  Tudo bem, respira, inspira. Essa era a hora que ela chamava de "SOCORRO!!".&lt;br /&gt;De repente o telefone toca! Zilda Gabrieli quase pula da cadeira, atende sem nem ver quem ligava. Era ele! Só podia!&lt;br /&gt;- Alo... Zizi? Linda tas aonde? Queria te ver... É Vicente Jonatah.&lt;br /&gt;- Ah... Oi Vi. Tudo bem? É não vai rolar... To longe... To em outra cidade... To com meus tios num baile da terceira idade tinha prometido pra eles. Sabe como é...&lt;br /&gt;Essa era a parte que ela chamava de "MENTIRINHA DO BEM", pois, Vicente Jonatah não estava e nunca tinha estado em seus planos. Principalmente neste momento que o nome de Hugo Emanuel piscava em neon em sua lembrança.&lt;br /&gt;Mas as horas corriam. E a música parecia cada vez mais depressiva.  Começou a enumerar em pensamento seus defeitos e qualidades.  Quais pesavam mais? Era uma pessoa bacana? Boa companhia? Pois, esse era o momento que ela chamava "ENGULINDO O SAPO AOS POUCOS".&lt;br /&gt;Num último lampejo do seu desespero telefonou novamente para Hugo Emanuel, tentando não pensar no pior.&lt;br /&gt;- Hugo? E aí, o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Então Zi... Seguinte. Sabe o tio do primo do meu vizinho? Então, estávamos voltando de Paranapiacaba e aí ligaram pra ele falando que o papagaio dele morreu. Nossa, ele ta mal, to sem coragem de deixar o cara sozinho...&lt;br /&gt;E assim Zilda Gabrieli, entendeu que tinha duas opções.  E resolveu chamar esta parte da historia de "COMPRAR UMA BICICLETA". Guardou sua decepção pra si e só quis dançar, dançar, dançar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-1858831934802996076?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/1858831934802996076/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=1858831934802996076' title='18 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/1858831934802996076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/1858831934802996076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/10/o-cano.html' title='O Cano'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-120213227431334182</id><published>2007-09-24T05:15:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T05:16:30.317-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciana Muniz'/><title type='text'>O Upgrade Feminino</title><content type='html'>De Luciana Muniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que o sentido divino era feminino e também masculino. Deuses e Deusas conviviam no universo e nos corações dos que os cultuavam, olhando por suas criaturas.&lt;br /&gt;Com o passar dos séculos a balança pendeu para um dos lados em detrimento do divino feminino. Assim surgiu a árdua tarefa feminina de recuperar o espaço perdido. Durante este processo a figura feminina passou por alguns “upgrades” antes de ser tornar a versão que conhecemos atualmente.&lt;br /&gt;Na Versão “Original”, após a chegada do cristianismo e as lendas de Adão e Eva, os homens subiram em um pedestal e as mulheres passaram a se submeter e, pior, a acreditar que eram inferiores aos seus maridos, seus amantes, seus irmãos e seus pais! Uma cultura machista se instalou e a maior ambição de uma mulher passou a ser o casamento e a criação dos filhos. E assim foi por muitos anos...&lt;br /&gt;Já na Versão Medieval haviam mulheres corajosas, à frente do seu tempo e das convenções sociais, que lutavam, cada qual à sua maneira, para minimizar de alguma forma tanta injustiça. Como mulheres assim eram escassas, os homens se voltavam para elas com a fúria de um gigante que recebe uma pedrada na testa de um moleque travesso e ágil.&lt;br /&gt;Então começaram a transformar as mulheres inteligentes e intuitivas em bruxas, bacantes e seguidoras do diabo... Muitas foram perseguidas e queimadas vivas por conta da feminilidade que transbordava de seus poros... A mesma feminilidade que atraía estes mesmos homens... Todos sabem que homens e mulheres se procuram e se atraem, mas a atração se transforma em agressividade se um dos lados se sente em terreno desconhecido. Subjugar o que não se conhece passou a ser a medida adotada pela sociedade machista.&lt;br /&gt;Durante a Versão Moderna felizmente os anos escorreram como água em correnteza e os homens passaram a questionar mais abertamente a “intuição feminina” e a localização exata do tal “ponto G”.&lt;br /&gt;As mulheres por sua vez, passaram a não mais se calar e a cada vez mais conquistar, mesmo que devagar, o seu próprio espaço. Espaço este não apenas no terreno profissional, mas também em casa e no cuidado com os filhos. Lentamente os papéis começam a se inverter e a balança começa a dar sinais de um novo ponto de equilíbrio.&lt;br /&gt;Em nossa Versão Contemporânea, escapar das armadilhas é o maior desafio das mulheres do século XXI, temos a missão de ser excelentes profissionais, mães, amantes, donas de casa e ainda cuidar do nosso bem estar como pessoa. Mais uma vez a tarefa imposta não é fácil de se cumprir. Mas ser mulher é mais do que intuir se um dos filhos precisa de ajuda, é mais do que sofrer por amor ou não ter vergonha de chorar.&lt;br /&gt;E ainda carregamos o rótulo de sexo frágil... Intimamente sabemos que isso não é verdade, mas não ser frágil também não significa saber tudo, o bom senso deve prevalecer sempre. Não é justo criticar atitudes masculinas e por conta do feminismo nos transformarmos em “mulheres homens”, ou seja, mulheres com atitudes de homens, com a doce ilusão de que assim seremos modernas e vitoriosas. Ser mulher é ser forte, é saber enfrentar os desafios, mas nunca, em momento algum, perder a delicadeza que nos faz ser aquilo que somos: MULHERES!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-120213227431334182?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/120213227431334182/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=120213227431334182' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/120213227431334182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/120213227431334182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/09/o-upgrade-feminino.html' title='O Upgrade Feminino'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-6502761960176413584</id><published>2007-09-19T08:53:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T08:54:17.353-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Li de Oliveira'/><title type='text'>O ROUBO (2x)</title><content type='html'>De Li de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi rápido. Sem dor. Sem nem sentir para ser sincera. Uma hora estava com ele nas mãos, para em cinco minutos passados ele deixar de existir. Pelo menos para ela. Um celular que havia comprado há tão pouco, sumiu de sua bolsa em fração de segundos.   Sabe destes que tem música, foto, vídeo, gravador, Bluetooth, infravermelho... Enfim, ele até telefonava! Á princípio desespero. Mas depois, de que adiantaria? Nada e ninguém o traria de volta. Foram-se os anéis e ficaram os dedos, não é o que dizem? Era o que importava.  Mas então vinha todo aquele procedimento chatíssimo: bloquear linha, negociar com a prestadora...&lt;br /&gt;"Boa noite,  bem vindo ao atendimento OBSCURO! Para pagamento de conta disque 1. Para informações sobre promoção disque 2. Para carregamento de saldo disque 3. Para saber de quanto é o seu saldo disque 4. Para saber seu saldo promocional disque 5..."&lt;br /&gt;- PQP eu só quero falar para alguém que eu fui roubadaaaaaaaaaa!!!!&lt;br /&gt;"Por favor, este é um sistema inteligente que entende o que você fala. Retornando ao menu inicial. Para pagamento de conta disque 1. Para informações sobre promoção disque 2..."&lt;br /&gt;Samara Cláudia, murmurou outro palavrão, mas desta vez bem baixinho para a que a Sra Sistema Mala Inteligente não a ouvisse.&lt;br /&gt;"Disque 6 para reparos no seu telefone... Disque 69 para ligações indevidas. Disque 666 para caso de roubo..."&lt;br /&gt;Samara Claudia estava pensando na morte da bezerra a esta altura. E quase não prestou atenção no número que tinha que digitar...&lt;br /&gt;"Se quiser retornar ao menu inicial disque 92754809716-97..."&lt;br /&gt;- PELO AMOR DE DEUS!!!!!!! – Ela discou rapidamente o tal do 666.&lt;br /&gt;"Em caso de roubo disque 171. Em caso de furto disque 007. Caso queira estar aplicando um golpe em seu seguro, alertamos, isso é crime e pode dar cadeia."&lt;br /&gt;- EU SÓ QUERO FALAR COM ALGUEMMMMM!!!&lt;br /&gt;"Por favor, este é um sistema inteligente, ajuste o volume do seu telefone. A ligação está mais alta do que é permitido em conversas amigáveis."&lt;br /&gt;- Mas é um cacete mesmo !!!!!&lt;br /&gt;"Não podemos continuar com o menu inteligente, suas palavras não correspondem ao sistema. Sua ligação está sendo transferida para um de nossos atendentes..."&lt;br /&gt;- Finalmente! Oba! Uhuuuuu.&lt;br /&gt;- Prestadora Obscuro, Cristiano Ricardo, boa noite.&lt;br /&gt;- Ah, oi! Que bom falar com você!!! Adorooooo falar com gente. Cristiano Ricardo né? Ah que bom que me atendeu.&lt;br /&gt;- Ah? É.  Em que posso ajudá-la?&lt;br /&gt;- Eu queria informar que fui roubada e queria bloquear minha linha.&lt;br /&gt;- Ok Senhora, estaremos fazendo o procedimento de bloqueio. Para isso eu preciso que esteja com RG, CIC, comprovante de residência em mãos e me confirme algumas informações OK senhora? Para que a gente esteja bloqueando esta linha também, informo que é necessário o pagamento do próximo mês efetuado.&lt;br /&gt;- Mas eu fui roubada!!!!!!! Não vou usar!&lt;br /&gt;- Este é o nosso procedimento senhora, o bloqueio só estará sendo efetuado quando vermos que a senhora vai estar pagando esta conta.&lt;br /&gt;- Então, eu não quero bloquear nada! Eu quero é cancelar essa porcaria de linha!&lt;br /&gt;- Para o cancelamento da linha senhora, terá que estar pagando a taxa de R$ 591,99 de acordo a carência de seu plano.&lt;br /&gt;- Meu plano não é carente! A carente de paciência aqui sou eu!&lt;br /&gt;- Senhora, todos estes procedimentos estavam escrito no seu contrato logo  abaixo da página na pagina 3 em letras Times New Roman n° 6.&lt;br /&gt;- Mas era o que me faltava!!!!! Ladrões são vocês!!! O cara que me roubou é gente boa!! Pelo menos levou só o telefone sem cobrar taxa!&lt;br /&gt;- Para maiores informações de seu plano, vou retornar com a ligação para o sistema de menu inteligente. Cristiano Ricardo e Obscuro agradecem e tenham uma boa noite...&lt;br /&gt;- NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!&lt;br /&gt;"Para saber detalhes do seu plano disque 1... Caso tenha um plano B disque 2... "&lt;br /&gt;TU TU TU TU TU ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-6502761960176413584?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/6502761960176413584/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=6502761960176413584' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6502761960176413584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6502761960176413584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/09/o-roubo-2x.html' title='O ROUBO (2x)'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-5218961821959734216</id><published>2007-09-17T10:10:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T10:11:56.870-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suzana Marion'/><title type='text'>Socorro, SuperNanny!</title><content type='html'>De Suzana Marion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mocinho planejou tudo por semanas, em todos os detalhes. Trocou cartas por meses, e com elas enviava estrelas, para que a mocinha não estranhasse o céu que ele lhe prometeu. Depois de aguardar o tempo necessário decidiu acabar com aquele ‘e se’ que o consumia. Fez todas as manobras possíveis, lutou contra uns dragões, rodeou o castelo... a mocinha na janela da mais alta torre já lhe sorria. Ela aguardou por meses a fio seu resgate, todas as noites imaginou seu rosto naqueles segundos confusos que antecedem o sono. Não era tão crescido quanto imaginara e suas pernas e braços tremiam à medida que seu coração saltava de ansiedade... Daí, durante a escalada ele lembrou que deixou o feijão no fogo, que tinha que pegar a tia doente na rodoviária, sentiu vontade de fumar outro cigarro, dor-de-cabeça, dor-de-barriga, ou qualquer coisa do tipo. Desceu os poucos metros que subira, deu umas moedas para o porteiro, pegou o elevador. Entrou depressa e deu um selinho na princesa sem ao menos saborear o momento e de nervoso esqueceu o número da árvore em que estacionou o Alasão. Chamou um táxi. Entre suas desculpas, desvios e atalhos não houve entrega ou alegria, pois a proximidade do amanhã inevitável já o assombrava e fez vã toda a sua jornada. Ela olhava pra ele e ele olhava pela janela durante todo o caminho. Pediu ao motorista que o deixasse primeiro em casa porque era mais perto e a princesa foi embora resignada e sozinha, com sua metade da corrida para pagar e tentando não pensar nos planos que fizera. Ele devia entrar na torre pela janela, suspende-la em seus braços com carinho, cavalgar abraçados para longe dali. Eles entrariam numa cabana na floresta, o príncipe fecharia atrás de si a porta e as janelas sem tirar os olhos dela e então eles ouviriam apenas o som dos pássaros e da chuva lá fora. Ele não diria banalidades, não ligaria a TV. Toda a sua atenção e seus sentidos estariam voltados para ela. Ele devia beijar seus olhos, sua testa, seu ombro, morder de leve a ponta da sua orelha direita, respirariam no mesmo compasso e brindariam com um longo beijo quente aquele momento sublime. Mas ela precisava dissipar aquelas nuvens de sonhos, pois ele ignorou todos os seus avisos e sucumbiu à própria covardia. Então ela ordenou ao motorista que desse meia volta, pediu que ele parasse na beira do caminho, pendurou, ao lado da placa “só solteiros” outra que dizia “apenas maiores de 30 anos”, e seguiu de volta ao castelo para mais uma vez trancar-se em sua torre.  Menos que um sonho, aquela realização foi nada! Ficou apenas uma sensação, como ele mesmo dissera, de que ‘não custava tentar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-5218961821959734216?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/5218961821959734216/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=5218961821959734216' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5218961821959734216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5218961821959734216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/09/socorro-supernanny.html' title='Socorro, SuperNanny!'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-6742350961186379167</id><published>2007-09-16T08:33:00.001-07:00</published><updated>2007-09-16T08:33:53.569-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciana Muniz'/><title type='text'>Como irritar uma mulher em 10 lições</title><content type='html'>De Lucinana Muniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já presenciou uma mulher à beira de um ataque de nervos?&lt;br /&gt;Aposto que a maioria. Porém saio em defesa destas que, não são nada difíceis de agradar, é que os homens também pisam bastante na bola e como pisam!&lt;br /&gt;Digníssimos representantes do sexo masculino leiam e parem para pensar se as gurias não têm um pouquinho de razão. Transcrevo abaixo apenas dez exemplos que foram citados em uma roda de amigas e não foi necessariamente no momento em que foram juntas ao toalete:&lt;br /&gt;1. Trate ela como criança todas as vezes em que ela estiver lhe dando uma merecida bronca (vai dizer que você não se liga quando merece uns puxões de orelha?).&lt;br /&gt;2. Olhe bem fundo em seus olhos e lhe diga antes de saírem para a balada:&lt;br /&gt;– Você pintou a cara?&lt;br /&gt;3. Compare o corpo dela com o da sua ex-namorada, mesmo que seja para dizer que o dela é mais bonito.&lt;br /&gt;4. Fale mal das mulheres que têm TPM nos dias em que ela estiver de TPM (Acham que a mulherada se aproveita desta famigerada fase para tripudiar? Experimenta passar por uma TPM, experimenta!).&lt;br /&gt;5. Não abaixe nem sob tortura a tampa do vaso (Essa é básica!).&lt;br /&gt;6. Não ligue no dia seguinte, ligue no mês seguinte e dê uma desculpa bem esfarrapada, dando claramente a entender que está subestimando sua inteligência e a chame para sair, afinal você está morrendo de saudades, não é mesmo?&lt;br /&gt;7. Faça-a estar pronta às 21:45 e chegue à meia noite, sem avisar que vai se atrasar.&lt;br /&gt;8. Desligue o celular na sexta à noite e só ligue novamente na segunda de manhã.&lt;br /&gt;9. Desmarque um encontro com ela para ir ao futebol com os amigos.&lt;br /&gt;10. Quando estiver ao telefone com a namorada ou esposa grite:&lt;br /&gt;– Goooool!!!!!&lt;br /&gt;Se sobreviver, comente a experiência...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-6742350961186379167?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/6742350961186379167/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=6742350961186379167' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6742350961186379167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6742350961186379167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/09/como-irritar-uma-mulher-em-10-lies.html' title='Como irritar uma mulher em 10 lições'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-3580208180670082520</id><published>2007-09-05T05:49:00.000-07:00</published><updated>2007-09-05T05:51:52.686-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Li de Oliveira'/><title type='text'>Dois pensamentos, uma história.</title><content type='html'>De Li de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa dessas noites de inicio do verão. Onde todos se sentiam leves. Felizes por poderem sair das suas casas e aproveitarem a leve brisa que passeia pelas ruas abatendo o calor. Eles haviam se conhecido há pouco tempo, mas a simpatia foi mútua logo de cara. O interesse foi nítido também. Conversaram por telefone algumas vezes. Trocaram e-mails. Enfim, arrumaram motivos desnecessários só para manter o contato. Até que um dia a coragem veio e marcaram um encontro. Um barzinho da moda. Cada um foi no seu próprio carro. Música agradável. Assuntos infindáveis. Risos. Toques que se tornavam involuntários. Para finalmente, o beijo. Beijo que puxou outros beijos e respirar se tornou desnecessário. À noite, terminou no apartamento dele. Perfeita como eles imaginavam. E ela só saiu de lá quando o sol gritava alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o acontecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PENSAMENTOS DE SOLANGE JAQUELYNE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Burra!! Em vez eu fazer um joguinho... Deixar uma vontade... Nãoooo! Vou logo abrindo as pernas... E Dona Solange Jaquelyne, o que senhora sua mãe pensaria de você agora, heim? Ai será que ele me achou muito atirada!? Claro, que achou!! Até me chamou de vadia! Olhou no meu olho, o que mostra a sinceridade, encheu a boca e disse "Vadia". Ai, ai, ai... Isso deve ser mau sinal. Tudo bem, que logo após me chamou de gostosa. Isso é bom? Isso é verdade? Ele é tão perfeito para mim, eu senti isso!! Senhor, faça com que seja ele! Droga, olha aí, já to apaixonadinha... Eu não devia ter dado! Não devia! Mas foi bommm. Dei mesmo. Sou uma mulher moderna. Mas não devia ter feito. Só que já fiz e agora não tem volta. Bom, se ele não me ligar AMANHÃ, choro um pouco, mas continuo minha vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PENSAMENTOS DE NARCISO ANTÔNIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraca! Que mulher meu, que mulher! Toda decidida pá... Sem frescura. Chegou, chegando e me surpreendeu, heim? A melhor parte, toda timidazinha, escondendo o jogo, chega na hora, opa! Surpresa... Ela vai que vai ! Me lembrou até da Ana Sandrinha.... saudade daquela mulher... Bom, mas vamos combinar, heim, muleke, mandou bemm!!! Noite toda só de boa, me controlando pra dar o bote na hora certa. Aee muleke, mostra como faz! Eu e o "brou", dupla infalível na parada! Só que pensando bem, ela é super gente boa, nem vou entrar numa de zuar com a Solanginha. Curti a noite, e vou querer outra, né não? É... isso aí. Semana que vem ligo pra ela e marco outro encontro. Só que só semana que vem... Essa semana já to pensando naquele outro esquema... Uiii muleke!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-3580208180670082520?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/3580208180670082520/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=3580208180670082520' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3580208180670082520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3580208180670082520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/09/dois-pensamentos-uma-histria.html' title='Dois pensamentos, uma história.'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-8878731706792086443</id><published>2007-09-04T07:46:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T07:51:04.278-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='x  Cronistas Convidados'/><title type='text'>Casualidade</title><content type='html'>Cronista Convidado: Maria Izabel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ficou descabelada.&lt;br /&gt;Sorrindo ela passou os dedos pelo cabelo.&lt;br /&gt;Desajeitado ele procurou e tirou do bolso um pequeno pente:&lt;br /&gt;- Ruinzinho mas dá pra usar.&lt;br /&gt;Enquanto penteava os cabelos curtos, ouriçados, sentia os olhos dele. De um jeito tão menino, tão terno.&lt;br /&gt;- Não, assim não. Espera!&lt;br /&gt;E tomando o pente nas mãos se pôs a ajeitar os cabelos dela.&lt;br /&gt;Com gestos suaves, aos poucos, sem se dar conta, desembaraçou-a.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-8878731706792086443?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/8878731706792086443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=8878731706792086443' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/8878731706792086443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/8878731706792086443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/09/casualidade.html' title='Casualidade'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-5154777086298549760</id><published>2007-09-03T10:39:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T10:41:41.170-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suzana Marion'/><title type='text'>Fim Meio e Começo</title><content type='html'>De Suzana Marion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o fim e um novo começo, a gente tem que ter um meio, uma pausa onde haja tempo pra cicatrizar as feridas, fazer uma plástica nas cicatrizes ou até cobrí-las com uma tatuagem! O que não dá pra fazer é cutucar a ferida aberta com o dedo alheio!&lt;br /&gt;Quando a gente termina um relacionamento muito longo, acaba levando junto os vícios e costumes para o próximo. Com o tempo esses vícios são diluídos e não fazem tanto peso na nova relação, mas quando é muito recente a gente corre o risco de sabotar tudo, projetando as expectativas frustradas, as manias... jogando no outro a culpa do um!&lt;br /&gt;É claro que existe hipocrisia quando as pessoas dizem “olha lá a Fulana, mal terminou e já está com outro”, porque, em geral, um relacionamento só termina quando não está mais dando certo já há algum tempo. As pessoas tentam salvar seus relacionamentos antes de dar um ponto final, poxa! Mas quando as coisas não vão bem, é sempre mais fácil chegar alguém que resplandeça de tão perfeito, só por ser o oposto daquilo que a gente tinha. E é nessa hora que precisamos tomar cuidado, pra não ferir nenhum coração. Vai que você encontrou o relacionamento ideal dessa vez... será que vale a pena deixar a empolgação te levar ou é melhor ser um pouquinho calculista? E não adianta dizer agora “lá vem a Suzana com a sua habitual frieza para assuntos românticos”, porque se você parar para pensar, vai ver que muitas vezes tentou chegar em Paris com o mapa de Diadema nas mãos. Pensa bem, não é exatamente isso que a gente faz quando emenda os relacionamentos?É por isso que se recomenda um repouso, um resguardo, uma quarentena! A gente precisa se desintoxicar para que uma coisa que pode ser bonita, duradoura, não se torne um arrependimento. Se você conseguir esperar mais um pouco, conhecer o outro melhor, dar um tempo pra você, quem sabe não cai um bilhete de 1ª classe nas suas mãos (com direito a um guia alto, moreno, de olhos verdes), direto pra cidade do amor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-5154777086298549760?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/5154777086298549760/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=5154777086298549760' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5154777086298549760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5154777086298549760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/09/fim-meio-e-comeo.html' title='Fim Meio e Começo'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-2777066010731353648</id><published>2007-08-29T08:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T08:19:55.985-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lucimara Paiva'/><title type='text'>Pura Glicose</title><content type='html'>De Lucimara Paiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu consegui ingerir, no mínimo, 5000 calorias. Uma ansiedade “maledeta”, sabe? Comecei com pão de queijo e só parei de comer às nove da noite: temaki de shimeji e outro imenso de chocolate com morango, passando por bolinho de chuva, torta, trufa, trufa e mais trufa. Resultado? Enjôo tão grande quanto o temaki.&lt;br /&gt;Enjoada de tanto doce e enjoada com a mediocridade que insiste em me perseguir. Forro o estômago com glicose e carboidrato para deixar menos espaço para a estupidez que sou obrigada a engolir.&lt;br /&gt;Comentei, num dos textos que escrevi, que entro num ciclo medonho de ansiedade sem saber a razão. Já descobri. Excesso de gente rasa que pipoca por aí aos montes. Uma mistura indigesta de ignorância, bitola, falta de vontade e inveja.&lt;br /&gt;Se no Mc Dia Feliz eu quiser comer salada, eu vou comer salada. Não entendi porque ficaram tão assustados com o alface que eu comia. Não quero ajudar criancinhas dessa maneira, porque não ajudo pessoas matando bovinos. Não como vaca, obrigada. Sejam felizes com seu “Mc Dia Hipocrisia”, comprando “Números 1” ao invés de Bic Mac, sem saber que desse jeito só estão engordando sem ajudar nem ao menos a abelha que insiste em mergulhar no copo de Coca-Cola.&lt;br /&gt;Se você passa tanta necessidade que chega a não ter o que comer, mas mesmo assim se preocupa com o piso decente que quer colocar na casa que não tem nem reboco, que não quer trabalhar porque demora quarenta minutos de ônibus e que só se mexe para beber, fumar e se drogar enquanto a porra da salvação não cai do céu, sinto muito, vá para o inferno você e sua acomodação e, por favor, desça rolando junto do barraco soterrado. Se você não faz nada para mudar não sou eu quem vai se comover. Se depender de mim, morra na pobreza enquanto dou risadas sádicas.&lt;br /&gt;Se eu farei plástica porque algo me incomoda, garanto que, enquanto você expõe que, o que mais me incomoda, em você é perfeito, só terei uma reação: te chamar de louca invejosa e dizer que precisa de sexo.&lt;br /&gt;Além disso, eu nunca, nunca mesmo, enquanto eu constar na face dessa Terra podre, vou dar atenção para quem grita para ser superior. Seja você cliente, chefe, parente ou namorado.&lt;br /&gt;Amigos, peço desculpas, pois, depois dessa corro o risco de me tornar redundante e cansativa, mas a semana tem sido estressante, fiquei indignada, precisava dividir com vocês minha vontade de virar uma samambaia. Uma planta tem mais razões de existir, menos encheção de saco, menos perguntas e menos fome, porém não tenho opção. Alguém tem uma caixa de bombom aí?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-2777066010731353648?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/2777066010731353648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=2777066010731353648' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/2777066010731353648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/2777066010731353648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/pura-glicose.html' title='Pura Glicose'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-7181042570821230648</id><published>2007-08-27T06:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T06:18:28.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciana Muniz'/><title type='text'>Espelhos d´água</title><content type='html'>De Luciana Muniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dizem que os amigos representam a família que podemos escolher.&lt;br /&gt;Concordo. Escolhemos os amigos por afinidade, já a família é um tanto diferente. Considero completamente hipócrita o pensamento de que devemos adorar aquele primo chato que vive falando mal de tudo e de todos, só porque faz parte de um ramo familiar da árvore genealógica. Claro que nada impede de termos relações cristalinas e gratificantes com pessoas da família, só não acredito em nada que é imposto ou forçado em nome das aparências.&lt;br /&gt;Quer um outro exemplo clássico? A relação com colegas de trabalho. Duvido que haja um ser que se relacione com todos de maneira igual. Na maioria das vezes existe aquele (ou aquela) em que depositamos mais carinho, nos sentimos mais à vontade para comentar as mazelas do dia-a-dia ou mesmo desabafar algo que nos perturba.&lt;br /&gt;E por que isso acontece? Relações são construídas a todo instante, um assunto em comum, uma opinião ou anseios semelhantes são suficientes para aproximar pessoas, mas não tanto para mantê-las em um laço de amizade. O que faz com a amizade prevaleça é uma mistura homogênea de confiança e dedicação.&lt;br /&gt;Nos vemos no outro, ele nos entende e nós o entendemos. Como um espelho d’água, enxergamos no outro um pouco de nós e é essa sensação de que podemos ficar à vontade que propicia, na minha opinião, a construção das relações amistosas.&lt;br /&gt;Quem é que se sente bem na companhia de alguém que nos faz sentir inferior, não entende nossos anseios, ri das nossas dificuldades e parece não compreender nossas motivações?&lt;br /&gt;Obviamente que não estou pregando que um amigo ideal é aquele que concorda com tudo só para agradar. Não, não é isso. Um verdadeiro amigo é aquele que sabe dizer a verdade olhando no fundo dos teus olhos, sem medo de te desagradar, sabe elogiar sem te deixar fora da realidade e torce pelo teu sucesso.E claro, não desaparece nos momentos de turbulência...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-7181042570821230648?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/7181042570821230648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=7181042570821230648' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/7181042570821230648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/7181042570821230648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/espelhos-dgua.html' title='Espelhos d´água'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-6665099730330387986</id><published>2007-08-24T06:27:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T06:29:00.341-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcelo Ferrari'/><title type='text'>Ventríloquo de sabonetes</title><content type='html'>De Marcelo Ferrari&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poeta: Vem! Vamos aprender, fala comigo: a-r-t-e&lt;br /&gt;Sabonete: D-i-n...&lt;br /&gt;Poeta: Não! Dinheiro não! A-r-t-e&lt;br /&gt;Sabonete: D-i-n-h-e...&lt;br /&gt;Poeta: A-r-t-e! A-r-t-e! A-r-t-e!&lt;br /&gt;Sabonete: D-i-n-h-e-i...&lt;br /&gt;Poeta: Ai, ai, ai! Dinheiro não! A-r-t-e!&lt;br /&gt;Sabonete: A-r... A-r... A-r...&lt;br /&gt;Poeta: Isso mesmo! Continua: A-r-t-e!&lt;br /&gt;Sabonete: A-r.... A-r... Arame, bufunfa, bronze,capim, caroço, cobre, dimdim, ferro, gaita, grana,jabaculê, jimbra, legume, massa, metal, milho, níquel,numerário, óleo, ouro, pataca, prata, pagode, tacho,teca, tostão, tutu, tuncum, verba, zinco...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-6665099730330387986?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/6665099730330387986/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=6665099730330387986' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6665099730330387986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6665099730330387986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/ventrloquo-de-sabonetes.html' title='Ventríloquo de sabonetes'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-4077617979125390035</id><published>2007-08-23T05:47:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T05:48:13.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tiago Abad'/><title type='text'>Possibilidades</title><content type='html'>De Tiago Abad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafiar parâmetros, mudar regras, buscar provas... cada um que cuide do seu e cada um que vá atrás do seu conhecimento. As regras são claras, mas nem sempre precisamos seguí-las. Claro, desde que não seja prejudicial pra saúde, que não seja perigoso a alguém e que não tenha efeito destrutivo à nação.&lt;br /&gt;Colocar em prática tudo aquilo que vem à mente, desde aquelas que parecem inúteis ou ao menos que aparentemente não tenham sentido. Já diria o filósofo: "Quem não arrisca, não petisca". O ato de arriscar não prevê momento, não tem hora marcada e muito menos regras. Arrisquei, chutei e é bem provável que acertei... em algum lugar, nem sempre o chute vai no lugar certo. Mas como se tratam de tentativas, o erro, às vezes, pode ser acerto.&lt;br /&gt;O que é acerto, o que é erro? Quem ganha, quem perde? Somei, subtraí ou dividi? Questões dificílimas que se o Silvio Santos tivesse pensado na época camelô de ser, não teria arriscado absolutamente nada, assim como o senhor Casas Bahia.&lt;br /&gt;Estou fazendo uma confusão de palavras pra arriscar falar algo hoje. Não tenho motivos pra dizer algo, muito menos pensar a respeito de uma coisa útil, portanto, estou arriscando... vai saber se este texto não é o que alguém gostaria de ler agora, neste momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-4077617979125390035?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/4077617979125390035/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=4077617979125390035' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/4077617979125390035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/4077617979125390035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/possibilidades.html' title='Possibilidades'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-6784626506034130066</id><published>2007-08-22T06:04:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T06:05:24.024-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Li de Oliveira'/><title type='text'>OUÇA... (um conselho)</title><content type='html'>De Li de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você não se dê conta de o quanto se tornou uma ilha, rodeada por um mar de pessoas. Um mar de problemas.  Um mar de coisas imaginárias que você criou em sua solidão. Você vai para sua faculdade, seu trabalho no automático e mal se dá conta da vida que acontece em sua volta. A cada segundo.&lt;br /&gt;E então olhando esse quadro que você e eu insistimos em pintar em nossas vidas, me dei conta, tive a brilhante percepção que existe um culpado para tudo isto!&lt;br /&gt;Ele que anda roubando nossos pensamentos, desviando nossos olhares para um profundo nada. Porque assim estamos, uma legião de pessoas nos movimentando com os olhos presos ao léu. E olha que o Leo, nem é aquele cara saradão da academia. &lt;br /&gt;Hoje em dia ninguém mais conversa. Não falamos de política, tempo, sexo, drogas  ou rock'n roll. Não falamos “bom dia” para as pessoas que estão em nossa volta. E se falamos, não ouvimos a resposta. O mundo anda anti-social, e a culpa disto? Oh claro, tenho certeza que é dele!&lt;br /&gt;Ah, maldito seja! Agora eu percebi a lavagem cerebral que sofremos e quantos escravos estamos nos submetendo ser. Será que você não percebe? Não se dá conta de quão fantoche é? Todo palhaço falando sozinho uma língua desconexa que só você sabe do que se trata. E balançando o corpo em um transe que acha que ninguém percebe. E, claro, ninguém percebe mesmo porque cada um está em seu próprio estado zumbi.&lt;br /&gt;Seu mundinho pequeno com seus ouvidos tapados não se dá conta que a tecnologia está a te engolir. Acorda Maria! Acorda João!&lt;br /&gt;Alow!!!!!!!! O inimigo mora ao lado. Ou melhor, mora dentro! Dentro da sua casa e como um diabinho sussurra: "Ouça-me e fique alheio ao mundo. Ama-me e não escute a mais ninguém..."  E então você se rende. Porque tudo soa como música aos seus ouvidos...Conselho de amiga? Livre-se do seu Ipod.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-6784626506034130066?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/6784626506034130066/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=6784626506034130066' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6784626506034130066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6784626506034130066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/oua-um-conselho.html' title='OUÇA... (um conselho)'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-5988448175781525496</id><published>2007-08-21T13:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-21T13:53:35.641-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Fabrette'/><title type='text'>Uma imagem vale mais que mil palavras</title><content type='html'>De Thiago Fabrette&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana, em meu curso de fotografia, assisti um filme muito interessante que tem como tema “a janela da alma”. Contava como as pessoas viam o mundo, mesmo a partir de dificuldades.&lt;br /&gt;Hermeto Pascoal, por exemplo, tem um sério problema de vista. Os olhos dele dançam, de um lado para o outro. Mas isso para ele não é um problema. Tem solução, cabe uma operação, mas para ele, isso não é um problema, na verdade, ele até gosta muito.&lt;br /&gt;Outro personagem: um fotógrafo cego. E que fotografa utilizando uma máquina antiga, que usa ainda filmes para registrar. E... ele fotografa!! E fica muito bom!! Ele afirma que se não fosse cego, ele não poderia fotografar como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me identifiquei com uma cena em particular com o Saramago. Ele cita o livro “Ensaio sobre a Cegueira” e conta um pouco como desenvolveu a idéia, olhando da Janela da Alma (nossos olhos) para fora e também, para dentro.&lt;br /&gt;A partir desse filme, depois de assistí-lo e de me impressionar muito com esse pedaço em particular, foi pedido um exercício sobre minhas impressões, obviamente, registrado em fotografia. E vou tentar aqui, desmistificar que uma imagem vale mais que mil palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos de mil palavras explicam uma imagem? DESAFIO. Até aqui, 221 palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para dentro. Olhei e vi o que é o Thiago de agora. Olhei e vi uma enorme confusão, um turbilhão de coisas, medos, tensões, milhares de pressões, milhares de coisas, e eu ainda sobrevivendo, tentando e conseguindo me destacar dessas pressões, medos e tais, subindo, me expressando através da arte, reencontrada. A fotografia e os textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá pra imaginar a fotografia que eu fiz? Obviamente, a fotografia que eu elaborei é um conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma que mostrava exatamente isso, e o fiz, colocando diversos objetos em uma mesa, bibelôs, isqueiros, moedas, controle remoto, balas de revólveres, adoçante, um dedo de plástico, remédios, cada qual, em confusão, em cima de um jornal e, ao centro, um boneco com um violão, com o rosto iluminado, se destaca dos objetos confusos. A imagem é propositalmente soturna. O fundo é negro, completamente, para aumentar a sensação de escuridão da alma e, à esquerda, aparece uma pequena janela, que é a saída disso tudo, com a imagem do quadro “o grito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;394 palavras. Expliquei tudo? Consegue imaginar? Esse meu desafio demonstra tudo o que eu queria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez em uma foto-conceito, que quer somente transmitir uma idéia, isso realmente consiga ser explicado em menos palavras, mas, em uma foto diferente, técnica ou não, em cores, em sentimentos, nada disso se consiga traduzir em palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado desse meu desafio? Simples, essas são duas artes complementares e não, inimigas, como a frase em questão me faz parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma imagem vale muito mais se acompanhada de 1000 palavras. E vice-versa.&lt;br /&gt;(470 palavras)&lt;br /&gt;(Quem quiser ver a foto, me manda um e-mail, ok? &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="mailto:fabrette@multiclube.com.br" target="_blank"&gt;fabrette@multiclube.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-5988448175781525496?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/5988448175781525496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=5988448175781525496' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5988448175781525496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5988448175781525496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/uma-imagem-vale-mais-que-mil-palavras.html' title='Uma imagem vale mais que mil palavras'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-6630305216927909194</id><published>2007-08-20T07:21:00.000-07:00</published><updated>2007-08-20T07:24:40.172-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suzana Marion'/><title type='text'>Caixas de Pandora individuais</title><content type='html'>De Suzana Marion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu preciso falar de luto, mas luto pra mim não é apenas a dor da perda para a morte, é a dor da perda ponto. Ultimamente tenho visto muita dor, muito luto e vivido as minhas próprias perdas. Mas como sou a favor de sofrer tudo de uma vez, até a última gota, não vejo sentido em guardar a dor numa caixinha lá no fundo e viver como se nada tivesse acontecido, porque a caixa se abre no momento mais inoportuno, como se a avó caduca do seu namorado, ou aquele tio inconveniente, resolvesse perguntar sua idade ou seu peso no meio do almoço de domingo.&lt;br /&gt;Você acha que eu pareço louca por querer sofrer de uma vez? Mas você conhece a história da caixa de pandora, não é? Todas as dores do mundo estavam numa caixa até que Pandora foi induzida a abrí-la. Então, quase todos os males foram liberados de uma só vez e, se não fosse o medo de Pandora, o último mal teria sido liberado e aí já era a esperança, já era o nosso mundinho! Pois é disso que eu estou falando, de acumular toda a dor e toda a mágoa e depois começar a chorar assistindo comercial de margarina! De fingir que nada aconteceu e depois perder o controle numa discussão sobre o sabor do pastel na feira. Estou falando de perder o seu filho ou seu pai e não dar o tempo devido ao luto, tornando desastroso o nascimento de um novo filho ou o relacionamento com a sua mãe, por exemplo.&lt;br /&gt;E agora alguém pode pensar: “falou a psicóloga”, “falou a dona da verdade”, mas não é essa a minha intenção. O que eu quero mesmo é tentar tirar de dentro de mim a tristeza que eu sinto pelos outros, porque senão eu não posso ajudar. O que acontece no Admirável Mundo Novo de Huxley não acontece com a gente. As pessoas ali eram condicionadas a ver a morte como ganho e não como perda, tinham a crença de que todos eram células do corpo e você não chora quando faz esfoliação, certo? Mas a nossa visão é de que somos um corpo, e o corpo todo sofre quando se perde um membro. O mais perto que podemos chegar daquele desprendimento está em algumas religiões e culturas, como por exemplo o Shivah dos judeus, mas não deixa de haver tristeza e sofrimento, mesmo que haja algum tipo de celebração.Assim, se eu pudesse, aconselharia a todos a não trancar suas dores e medos, pediria pra lutar até superar, pra só então se ver livre das amarras, dos erros cometidos e das fatalidades dessa vida. Quero que o luto vá embora e que você viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-6630305216927909194?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/6630305216927909194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=6630305216927909194' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6630305216927909194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/6630305216927909194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/caixas-de-pandora-individuais.html' title='Caixas de Pandora individuais'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-8194466768862369951</id><published>2007-08-15T12:23:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T14:10:29.157-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lucimara Paiva'/><title type='text'>Enjoy the silence</title><content type='html'>De Lucimara Paiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele dia em que a cabeça simplesmente não funciona? Pois é, não estou conseguindo escrever e qualquer tentativa não passaria de um texto chato. Hoje é um daqueles dias em que não tenho vontade de saber de absolutamente nada.&lt;br /&gt;Não quero saber se tem cliente surtado pra variar, se tenho que comer, se a garrafa de água está vazia e que por isso estou com sede. A preguiça é maior.&lt;br /&gt;Foi uma luta para conseguir acordar. A mente mandava, mas o corpo não respondia e ao invés de as coisas serem feitas rapidamente, pois eu já estava atrasada, fiquei enrolando, enrolando, enrolando.....Talvez estava esperando o ânimo chegar. Não chegou e me arrastei até aqui. Só o corpo, que fique bem claro. A mente se perdeu pelo caminho, não sei onde ela está, pois são tantos caminhos que resolvi deixá-la escolher para onde ir.&lt;br /&gt;Não quero saber se você é um doente que me cobra pelos meus sumiços, mas quando eu resolvo aparecer, some também. Se você persegue cada passo meu apenas porque sente que me possui como possui um vaso. Se eu, às vezes, sinto que vou explodir de tanta saudade e fico me sufocando com mil mensagens de celular. Se vou quando você chama e me encolho quando você vai embora. Se fico nessa espera insana sem saber quando e onde vou parar. Teste para ver quem é mais idiota?&lt;br /&gt;Não quero saber se tenho que usar protetor por causa das rugas, se alguma vez me arrependi, se magoei, se fodi a vida de alguém.&lt;br /&gt;Não sei se sou adequada, se o guardinha lá da minha rua fica curioso sobre o que eu faço da vida toda vez que chego em casa, se eu tenho que parar de usar tênis e passar a usar scarpin para parecer comportada e não a Avril Lavigne depois da gripe.&lt;br /&gt;Cansei de ser uma chata reclamona que supre a carência com uma caixa de chocolate e que acha que ser do contra é lindo. Lulu, meu amor, mais fácil ser só mais uma. Aí é só começar a dar para “só mais um”. Será uma foda “só mais uma”, que renderá uma história “só mais uma” e se der algum problema a resposta estará no orkut. Só que eu não quero mais saber de orkut e deletei tudo.&lt;br /&gt;Também não estou com a mínima vontade de falar. Língua com preguiça, já viu? Acho que meu corpo está parando aos poucos, e só por hoje vou deixá-lo assim, inércia pura.&lt;br /&gt;Só por hoje quero ser alienada, entende? Alienada sobre o mundo, alienada sobre essa realidade podre que me dá vontade de vomitar a cada meia hora, sobre gravatas, sobre ternos, sobre regras, tanto que parei de passar chapinha e tinta na cabeça. Alienada sobre você que brinca de esconde-esconde comigo só para suprir teu ego sádico, alienada sobre minhas escolhas e minha angústia sem fundo, sobre como serei quando não tiver mais tanto cabelo assim. Não consigo responder se acho mesmo que meu cabelo combina com minha cara, muito menos se meu nome combina com o resto do corpo. E se fosse Júlia, Bárbara, Hermenegilda? E se o cabelo fosse curto e loiro? E se eu fosse magérrima e não tivesse essa bunda grande?&lt;br /&gt;Não quero mais saber porque palavras são desnecessárias, não quero saber por que quanto mais eu falo mais eu me arrependo, e por que cada vez que fico quieta, me arrependo por ter ficado engasgada. Então parei de pensar. Nem adianta tentar me dar opinião, não quero ouvir, além disso, como diria Raulzito, pegue toda essa opinião que você tem formada sobre tudo e enfie no meio do olho do teu cu. Farei algum esforço para ouví-lo quando seus próprios conselhos servirem para você, caso contrário, muito obrigada, enlouqueça sozinho, pois só por hoje não quero saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-8194466768862369951?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/8194466768862369951/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=8194466768862369951' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/8194466768862369951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/8194466768862369951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/enjoy-silence.html' title='Enjoy the silence'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-1032006322958097692</id><published>2007-08-13T05:45:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T05:47:06.690-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciana Muniz'/><title type='text'>Aos 13 de agosto</title><content type='html'>De Luciana Muniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou com azia. Mais um dia de trabalho. Aquela semana não acabava nunca? Chegou atrasado para a reunião de líderes, justo a que o diretor da sua área compareceria. Dez minutos antes, perdera a vaga para um engraçadinho que se fingiu de morto e estacionou primeiro. Ele teve o ímpeto de fazer o fingimento se tornar realidade, mas desistiu da idéia porque sabia que já estava atrasado e não queria se tornar um homicida e um desempregado no mesmo dia.&lt;br /&gt;A reunião não poderia ter sido mais terrível, um verdadeiro show de horror, o diretor era tão polido quanto um mastodonte e (pior!) tinha a plena certeza de que era a versão melhorada de Maquiavel nos planos estratégicos. Lamentável...&lt;br /&gt;Quando olhou no relógio já eram duas da tarde e nada dele poder sair para almoçar e respirar um pouco. Então, já que o almoço tinha ido para as cucuias, resolveu sair tão logo as dezoito horas chegassem.&lt;br /&gt;Anoitecia quando pisou na calçada, deu um longo suspiro. Que dia!&lt;br /&gt;Manobrava o carro quando se deu conta de que havia esquecido o celular em sua mesa, voltou para buscar rapidamente.&lt;br /&gt;Minutos depois, um tanto cansado, entrou no carro e não percebeu que haviam aproveitado sua distração.&lt;br /&gt;Parou no farol vermelho e ao olhar no espelho percebeu que não estava sozinho. A primeira reação foi de incredulidade, não entendia como alguém tinha entrado em seu carro. Mas assim que sentiu o canivete em seu abdômen, se lembrou de que deixou a porta do carro destravada, confiante de que não demoraria na operação de ir e voltar.&lt;br /&gt;– Entra à esquerda na próxima rua e nem um pio, senão te furo!&lt;br /&gt;– Ca-calma... Já estou entrando... Mas é uma rua sem saída...&lt;br /&gt;– É esta mesmo!&lt;br /&gt;Chegando na ruazinha mal iluminada, agilmente escolhida pelo ladrão, sentiu que assim como o dia, a noite também seria longa. O larápio exigiu que ele saísse do carro e deixasse tudo, celular, carteira, documentos e até o paletó. Pensando bem, a gravata também era bonita...&lt;br /&gt;Obedeceu a todas as exigências sem protesto algum, já tentando buscar na memória os números de telefone do seguro.&lt;br /&gt;De tão obediente que fora, o ladrãozinho de voz fina desconfiou de suas intenções e tratou de retardar a sua busca por qualquer tipo de ajuda.&lt;br /&gt;Saiu decidido do carro e então ele pôde ver que o assaltante era bem alto e corpulento, forte demais para uma briga justa, além de estar com um canivete.&lt;br /&gt;Quando o assaltante saiu da viela com os pneus cantando, ele estava caído no chão com um corte não muito profundo na barriga, mas o suficiente para sangrar e apavora-lo. Sentia uma dor muito fina no local atingido e por conta disso não conseguia andar. Teve que quase se rastejar até a avenida mais próxima e implorar para que o ajudassem. Os transeuntes andavam apressados e não queriam se envolver. Só depois de quase meia hora uma senhora parou e o ajudou a chamar um táxi.&lt;br /&gt;O caminho para o hospital foi um capítulo à parte. Os minutos não passavam e os segundos desfilavam vagarosamente pirracentos, gozando de sua dor. Suava frio. Perdia sangue. Estava exausto.&lt;br /&gt;Quando enfim chegou ao hospital, foi medicado e levou os pontos necessários. Foi liberado em seguida, com uma receita repleta de remédios e recomendações.&lt;br /&gt;Agora a segunda parte. Avisar a seguradora do roubo do automóvel e em seguida procurar uma delegacia para o boletim de ocorrência. Com a seguradora foi relativamente rápido, sem contar os quarenta e cinco minutos de espera ouvindo musiquinha. Mas na delegacia... A espera foi grande, o delegado estava em uma mega operação para prender uma quadrilha de assaltantes que estava lhe tirando o sono desde Abril. Do ano retrasado.&lt;br /&gt;Quando chegou em casa e finalmente foi dormir, eram exatamente vinte e três horas e cinqüenta e oito minutos. Foi então que se deu conta. Faltavam dois minutos para o seu aflitivo dia acabar. Era uma sexta-feira, 13 de Agosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-1032006322958097692?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/1032006322958097692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=1032006322958097692' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/1032006322958097692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/1032006322958097692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/aos-13-de-agosto.html' title='Aos 13 de agosto'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-1676160906841217036</id><published>2007-08-09T06:32:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T06:35:19.540-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tiago Abad'/><title type='text'>Problemas encontrados em uma lata de refrigerante</title><content type='html'>De Tiago Abad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentarei agora oito problemas encontrados nas latas de refrigerante. Não gostaria que pensassem que não tenho nada pra escrever, mas gostaria de uma oportunidade em fornecer mais um pensamento sobre utilidade pública.&lt;br /&gt;1. O anelzinho entra no vão da unha, dói pra caramba.&lt;br /&gt;2. Se o anelzinho quebra, antes de abrir a lata, fudeu. Você terá que meter o dedo dentro da lata, e possivelmente acaba de ganhar um cortinho, que arde pra caramba.&lt;br /&gt;3. Enquanto você bebe, sempre fica um restinho envolta da boca da lata. Aliás, cuidado, ao menor descuido, pode cair na roupa. Digo isto, pois se você estiver em uma festa e a mancha na roupa estiver presente, você acreditará piamente que todos estão te olhando.&lt;br /&gt;4. As latas estão cada vez mais finas, se caso você têm manias de amassar a lata enquanto conversa, ela corta e aí já sabemos, ocorre o mesmo problema da situação "3".&lt;br /&gt;5. Dizem que pode ter xixi de rato na boca da lata, nunca ouvi dizer que alguém morreu ou está doente por causa disso (sempre lançam boatos pra evitar a possibilidade de o cara ser pobre, morar do lado de um esgoto à céu aberto e numa enchente ter ficado doente).&lt;br /&gt;6. Se você estiver puto e jogar em alguém, alvo de sua putisse, não machucará, procure algo mais pesado.&lt;br /&gt;7. É um material reciclável, mas, dificilmente você encontra um lixinho para materiais recicláveis, logo, você poderá ficar com a lata o dia todo nas mãos.&lt;br /&gt;8. Jamais (eu disse Jamais!), deixe a lata no sol com o refrigerante (o efeito produzido por esta combinação é similar ao da ingestão de um lacto purga).&lt;br /&gt;Claro que temos vários problemas em vários produtos, mas como consumidores, consumíveis, precisamos avaliar as embalagens também, e olha que nem comecei a falar sobre embalagens de molho de tomate, por exemplo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-1676160906841217036?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/1676160906841217036/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=1676160906841217036' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/1676160906841217036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/1676160906841217036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/problemas-encontrados-em-uma-lata-de.html' title='Problemas encontrados em uma lata de refrigerante'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-468168705748291207</id><published>2007-08-08T06:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T06:13:16.879-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Li de Oliveira'/><title type='text'>Crise Aérea</title><content type='html'>De Li de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lady Leydiane mal podia crer em sua falta de sorte. Suas mãos estavam geladas e tremulas e seu pensamento ia longe... Voava! A propósito, pelo visto é a única coisa que poderia voar ali. Estava ela no aeroporto de Guarulhos, a espera do seu vôo. Vôo que estava atrasado.&lt;br /&gt;Essa seria no mínimo a viagem dos seus sonhos, estava a caminho de Porto Seguro, para conhecer Jorge Welson, o homem da sua vida. Há três meses eles teclavam pela internet, se conheceram na comunidade do Orkut “Românticos Assumidos”.  E o amor havia nascido assim, à distância. E agora, finalmente o conheceria pessoalmente! Mas e este vôo??&lt;br /&gt;Olhou mais uma vez o painel... E nada. Nem sombra que seu vôo sairia. Pensou comprar uma revista para se distrair. Enquanto olhava as manchetes, decidindo qual levaria, uma voz surgiu aos seus ouvidos.&lt;br /&gt;- Aposto que a guria vai morrer para que tenha assunto para o resto da novela.&lt;br /&gt;Lady Leydiane olhou para um lado, para o outro e ninguém estava tão próximo para que o comentário pudesse ser com outra pessoa. Mirou o homem a sua frente, era loiro, de porte atlético, olhos claros. Sim, ele era bonito demais, porque falava com ela?&lt;br /&gt;- Desculpe, tu não sabes que estou tão cansado de esperar meu vôo, que acho que se não conversar com alguém enlouqueço. Prazer sou Sandro Anderson.&lt;br /&gt;- Oh, prazer, sou Lady Laydiane. Seu vôo também está atrasado? Bom, isso não é novidade. – Ela riu tímida.&lt;br /&gt;- Ah estais no mesmo barco? Ou melhor, no mesmo avião? Ou melhor, avião é que não estamos mesmo, não é?&lt;br /&gt;- Verdade, avião é o que está bem difícil para estar ultimamente. Para onde vai?&lt;br /&gt;- Sou de Porto Alegre, sabes. Mas vou a Belo Horizonte a negócios.  Isto se esse negócio aí resolver levantar vôo.&lt;br /&gt;Mais uma vez ela riu, desta vez mais largamente, ele era extremamente agradável. Além de inegavelmente bonito. Estava sendo muito bom poder contar com esta companhia tornando os momentos de aflição, em leves sorrisos.&lt;br /&gt;- Ah, eu estou indo para Porto Seguro, mas farei escala em Belo Horizonte. Você vai de PAM?&lt;br /&gt;- Não! Com os últimos acontecimentos... PAM é o que ela faz quando chega ao chão. Não, meu vôo é o KY 6969. E o seu?&lt;br /&gt;- Sério? Também irei neste!&lt;br /&gt;- Oh pelo menos teremos companhia até o vôo sair. Você não fugirá antes de mim.&lt;br /&gt;- É ... parece que não...&lt;br /&gt;- Mas então, vai morrer?&lt;br /&gt;- O que??????&lt;br /&gt;- Calma! A guria da novela, estas para morrer para que haja vários suspeitos.&lt;br /&gt;- Nossa, que susto Sandro Anderson, não pode falar assim em um aeroporto! – ela não conseguia parar de sorrir para ele.&lt;br /&gt;- Guria, se continuar a sorrir assim, não me importo de chegar em Belo Horizonte amanhã.&lt;br /&gt;A conversa fluiu durante toda a espera, durante todo o vôo. Inclusive, Lady Laydiane segurou a mão de Sandro Anderson bem apertada ao levantar vôo. E sentiu um aperto, não pelo avião que subia e sim no coração. Quando chegou em Belo Horizonte, tinha descoberto novos caminhos e sentidos a sua vida. O que pensava que era amor, não era. Tudo fez um sentido muito maior ao conhecer Sandro Anderson. Então, limitou-se a mandar uma mensagem de texto a Jorge Welson: “Jorge Welson não me espere mais, no aeroporto eu entendi o conselho da ministra. Vou segui-lo!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-468168705748291207?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/468168705748291207/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=468168705748291207' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/468168705748291207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/468168705748291207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/crise-area.html' title='Crise Aérea'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-3439248538475213653</id><published>2007-08-07T07:00:00.000-07:00</published><updated>2007-08-07T07:04:17.545-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Fabrette'/><title type='text'>Toda vez</title><content type='html'>De Thiago Fabrette&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu como um pedaço de carne, eu contribuo para o aquecimento global – a flatulência do gado é um dos maiores causadores do efeito estufa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas toda vez que eu fecho a torneira para escovar os dentes ou lavar a louça,&lt;br /&gt;Eu economizo água, uso menos produtos, enfim – os reservatórios de água e hidroelétricas são grandes responsáveis pela emissão de gases estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu vejo passar um avião, eu penso no presidente e nos motivos que me levaram a votar nele – se há dez meses, o caos aéreo é notícia na primeira página de todos os jornais, como ele não sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todas as vezes que eu vejo TV, eu penso – e essa corja completa? Quem daí se salva? Quem daí merece meu voto? – São todos, sem exceção, participantes, omissos ou não, desse sistema podre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu venho de carro para o trabalho, eu emito sujeira preta do meu pneu, emito gases estufa, contribuo para o trânsito caótico, contribuo para a redução da qualidade de vida em São Paulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas toda vez que eu pego o Metrô, eu vejo os trabalhadores ameaçando greves, eu fico inseguro de levar um Laptop, perco precioso tempo parado esperando, esperando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda vez que eu olho pra mim no espelho, eu vejo um garoto ficando velho, sem passar pela fase adulta – Estou envelhecendo fisicamente, mas mentalmente, ainda me sinto um garoto, quero pular, correr, cometer irresponsabilidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas toda vez que eu me atraso pro trabalho, eu fico ansioso, acho que o mundo vai cair, irresponsabilidades não fazem mais parte desse garoto – adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda essa história de “Toda vez” e “Mas toda vez” quer dizer uma coisa só: cadencio a minha vida por mim mesmo, sem pensar à minha volta. E toda vez, tenho que estar alerta para tudo, sempre em movimento, sempre preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, toda vez que eu estou com meus amigos, em uma praia, sossegado, eu precise extravasar, beber, fumar, correr, gritar, dançar e me divertir ao extremo.&lt;br /&gt; Porque toda vez, eu preciso esquecer o que é o meu dia-a-dia, toda vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-3439248538475213653?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/3439248538475213653/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=3439248538475213653' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3439248538475213653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3439248538475213653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/toda-vez.html' title='Toda vez'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-4042134629161232958</id><published>2007-08-06T10:51:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T10:56:25.902-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suzana Marion'/><title type='text'>Eu preciso</title><content type='html'>De Suzana Marion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelhos, mídia, gente. Eu já me perdi muitas vezes no meio dessas vitrines ambulantes que passam no meu nariz. Marcas e modas, todo tipo de conceito que já vem pré-moldado, que é só vestir para entrar na moda.&lt;br /&gt;Ônibus, shopping, escola. Preciso de um sobretudo... Que celular lindo! Ah, eu quero! Preciso de uma bolsa nova e meus sapatos já estão tão antigos. Queria um perfume destes...&lt;br /&gt;Mas não posso esquecer da minha frase preferida: “Eu seria feliz se ganhasse um Peugeot 206 cc!” Quantas vezes não torci o pescoço pra sonhar mais um pouco com aquela visão do outro mundo? Realmente um sonho!&lt;br /&gt;Mas será que eu seria mesmo feliz, se por mágica (quem sabe um gênio da lâmpada), todas as vezes que eu dissesse “eu preciso”, surgisse na minha frente o objeto do meu desejo?&lt;br /&gt;Quem sabe se eu tivesse um rompante de benevolência eu às vezes dissesse “ele precisa”? Para falar a verdade, no meio de todo esse entulho e lixo do consumismo que já nem dá prazer, o que mais eu preciso é deixar pelo menos por um dia de dizer “EU PRECISO!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Resolvi publicar em comemoração ao meu “destrancamento” de matrícula e a volta às aulas hoje à noite. Escrevi este textinho em 2005, nos primeiros dias da faculdade. A professora que solicitou era uma daquelas pessoas beeem alternativas e eu pensei que ela fosse me expulsar da sala por excesso de consumismo! Mas que nada, consegui um 9,5 pro meu grupo! Como é que eu podia imaginar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-4042134629161232958?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/4042134629161232958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=4042134629161232958' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/4042134629161232958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/4042134629161232958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/eu-preciso.html' title='Eu preciso'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-7073511070600655054</id><published>2007-08-03T08:53:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T08:56:39.567-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Molino'/><title type='text'>Para quê Brasil?</title><content type='html'>De Leandro Molino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio a crônica desta semana já alertando: sei que irão me rotular de louco, racista, não-patriota, “anti-nordestino” e sei lá mais do quê. Adianto aos leitores e amigos que visitam esse espaço na “net” que aceito qualquer crítica, mesmo as mais duras, respeitando todas as opiniões. Mas tentem, ao menos, compreender em todas as nuanças o texto que se segue. Ele não se esgota em si próprio, pois pretende tão-somente instituir uma determinada discussão. Não sou santo, sequer o mais paciente e sábio dos homens. Todavia aprendi, com a mestra Vida que um dos primados da convivência é respeitar, principalmente os ideais dos outros. Isto posto, vamos ao texto. E seja o que Deus quiser... O seu título já sugere o roteiro que se seguirá: questiono para que serve esse trem chamado “Brasil”. Desde a formação deste País, em nenhum instante de sua história foi possível afirmar que esta nação encontrou o norte do desenvolvimento, elemento realmente capaz de dissipar, no que é possível, a mazela da pobreza, da ausência de educação e de cultura. Desde a sua “descoberta” (alguém ainda acredita na história do Cabral?), nosso País sempre foi administrado de maneira inteiramente equivocada, em razão da evidente falta de sensibilidade de nossos governantes. A inteligência dos nossos “administradores públicos” jamais atingiu este estágio, o da sensibilidade política e o do sentimento de servir à maioria e não aos interesses de seu grupo ideológico. Como sempre serviram aos interesses menores e pertencentes a uma minoria, os nossos “homens públicos” conseguiram gerar um povo individualista e receoso, desconfiado, especialmente no que concerne às divisões geopolíticas do País. Temos a sensação de que sempre está faltando alguma coisa para esse País “dar certo”. Desse modo, os devaneios administrativos que marcam a nossa História, desde as Capitanias Hereditárias, serviram para gerar o comportamento que até hoje nos caracteriza: o da segregação social. Somos racistas? Creio que sim. Mas em nossa sociedade, um outro comportamento ganha força dia-a-dia. Sejamos brancos ou negros, amarelos ou vermelhos, ou qualquer outra tipificação que seja inventada, em sendo brasileiros, somos, sim, “classistas”, pois discriminamos quem não detém ou dispõe, independente da cor da pele deste sujeito desventurado. Valoramos mais os que têm, não os que são. E, desta forma, valoramos mais o que temos e não o que somos. Nós, que habitamos a porção Centro-Sul do País, valoramos as nossas características, as nossas conquistas, a nossa historia. Os habitantes do Norte, idem. E o mesmo ocorre com os da região Nordestina. A denominada “história do Brasil” é, em verdade, uma colcha de retalhos. Nem mesmo com relação aos chamados “fatos históricos” há unidade, concordância. Daí calha a seguinte questão: somos, de verdade, um povo? Dispomos dos mesmos caracteres genéticos, culturais e comportamentais? E se não somos mais (ou nunca fomos) um povo verdadeiramente, necessitamos viver em um único País, “sobre o mesmo teto”? Hodiernamente, somos uma nação até mesmo em decorrência das questões legais: somos a República Federativa do Brasil, composta por vinte e sete estados agrupados em cinco regiões geopolíticas. E daí? Ser uma nação meramente do ponto de vista jurídico não nos torna um povo, unido pelo orgulho de sermos iguais e de determos os mesmos escopos. A principal causa da pobreza nordestina se dá pelo fato de o Nordeste pertencer ao Brasil. Loucura da minha parte? Se o Nordeste pudesse se separar do País, não existiriam mais as tão mal-afamadas verbas da “Indústria da Seca”. E o Nordeste poderia ser um País rico e vigoroso, produtor e exportador de frutas de qualidade, de vinhos nobres, detentor de uma pujante indústria do turismo, tão ou mais rica do que qualquer outra, oferecendo aos seus visitantes belezas naturais inimagináveis. As riquezas produzidas pelo Nordeste seriam administradas pelo seu próprio Governo, constituído lá mesmo, sendo destinadas a suprir as suas reais necessidades, não as necessidades que um engravatado, há mais de 800 km de distância, imagina existirem. Todos nós que vivemos no eixo centro-sul do País acreditamos, piamente, termos as respostas para todas as questões que afligem os nordestinos. Quanta presunção! E esse comortamento E o Norte do tal “Brasil”? Quem consegue, de fato, administrar e atender as necessidades de um povo que habita a maior reserva florestal do planeta? Seria alguém sentado à frente de um computador distante 1000 km da Selva Amazônica? A cada dia, ficam mais evidentes as discrepâncias deste País, onde cada vez mais há desunião ao invés de unidade. As demandas das Regiões Norte e Nordeste são absolutamente distintas entre si e entre as das outras Regiões do País. E em razão da vigência de um sistema absurdo, quem “sustenta” este País são as Regiões mais desenvolvidas. A que preço? Será que os habitantes destas regiões (supostamente) mais desenvolvidas concordam em verificar que seus impostos e taxas não lhe sejam direcionados, retornados? E será que este sistema é verdadeiramente capaz de fazer com que as regiões menos desenvolvidas um dia se desenvolvam social e economicamente? Como se percebe, do ponto de vista da lógica, não há qualquer razão para que os atualmente brasileiros se submetam, placidamente, a algo que não funciona. Nunca funcionou. Questões de soberania internacional? As “forças” que um País de grandes dimensões disporia no universo globalizado de hoje? Para estas duas questões, há controvérsias, até porque a Europa é pulverizada por diversos povos e Países. E é forte, muito forte. O que é certo, de fato, é que o mundo mudou e muda cada vez mais rapidamente. Da mesma forma, é certo que somente a partir de educação e cultura é que um povo ascende econômica ou socialmente. Errar uma vez é absolutamente humano. Mas insistir no erro, não. É doentio. Sádico. Errou-se ao pensar, ao projetar o Brasil? Sem dúvida. Então por que não mudamos tudo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-7073511070600655054?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/7073511070600655054/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=7073511070600655054' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/7073511070600655054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/7073511070600655054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/para-qu-brasil.html' title='Para quê Brasil?'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-3884016245411435502</id><published>2007-08-01T07:41:00.000-07:00</published><updated>2007-08-01T07:50:35.310-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lucimara Paiva'/><title type='text'>Ela está logo ali</title><content type='html'>De Lucimara Paiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a mania de querer saber sobre tudo, ter certeza de tudo. A sensação de controle só vem dessa maneira. Quando antecipamos, nos sentimos preservados. O “quase”, o “talvez”, o “como será” gera angústia. Apesar disso, quando temos a única real certeza, preferimos negá-la.&lt;br /&gt;Eu tenho medo de morrer. E você? Se não conseguir responder, entenderei. Mas vamos morrer, sinto muito. E só de pensar nisso já senti uma pontada aqui dentro. Eita, sensação horrível. Deve ser por isso que caço assunto e fico ansiosa quando me sinto limitada. É a inútil tentativa de fazer o máximo em pouco tempo.&lt;br /&gt;Você poderia estar dentro do “avião surfista”.&lt;br /&gt;Poderia estar dormindo dentro do ônibus bem na hora em que uma carreta cheia de concreto quase passou por cima do mesmo gerando um engavetamento na estrada.&lt;br /&gt;Você poderia estar naquele acidente de carro ou ser o escolhido por um delinqüente inexperiente - pois aqui no Brasil agradecemos quando os bandidos são “profissionais” – que só quer fazer maldade e que mantém tua vida num gatilho.&lt;br /&gt;Nesse exato momento em que estou digitando esse texto, o prédio poderia pegar fogo. Na hora do almoço uma bala perdida pode me atingir ou posso comer comida estragada e morrer de infecção generalizada.&lt;br /&gt;A opção de viver ou não também poderia ser minha, no caso de ser seqüestrada do nada, e na hora em que o infeliz dissesse “Tire a roupa, gatinha, vamos nos divertir um pouco já que você é pobre.”, a minha resposta imediata seria “Desculpe, você vai ter que me matar antes.”.&lt;br /&gt;A morte pode ser trágica, estúpida, rápida, dolorida, lenta, silenciosa, mas sempre será inesperada. Mesmo que você seja um velhinho “da hora”, que não tenha sido ruim para ninguém e tiver 95 anos, a certeza que você pode sumir de repente, vai deixar alguém muito triste. As sensações de fragilidade e perda são indescritíveis. Nem vou comentar muito, pois vira clichê redundante.&lt;br /&gt;Ê, Dona Cida, como queria que você estivesse aqui. Lembro que você sempre dizia que queria me ver casando. Lembro que você escondia as balas Soft, fazia minhas mamadeiras, me dava água com açúcar quando o tio Beto me assustava, lembro de você toda vez que vejo aquela foto do meu aniversário de quatro anos. Seu olhar meigo era único. A saudade também é, sempre foi. Assim vamos seguindo entre perdas e superações, sabendo que nunca será a mesma coisa. Só queria pedir para ver minhas tatuagens ficando enrugadas e meus netos brincando com cachorros e perguntando porque a avó deles é rabiscada. Queria pedir para conhecer tudo o que eu tiver vontade e para morrer dormindo quando mais nada for novidade. Não dá, né?&lt;br /&gt;No fim, acabo tendo certeza que é melhor negar essa única certeza. Não é conformismo, é que dói menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Eu disse velhinho “da hora” porque, como citou Fernanda Young, não é porque você é idoso que vai ganhar uma áurea de anjo e todas suas ”filhadaputices” serão esquecidas, pois nesse caso, meu caro, todo mundo vai querer que você morra sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-3884016245411435502?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/3884016245411435502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=3884016245411435502' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3884016245411435502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3884016245411435502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/08/ela-est-logo-ali.html' title='Ela está logo ali'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-5631096891741015192</id><published>2007-07-31T06:53:00.000-07:00</published><updated>2007-07-31T06:57:16.720-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Alonso'/><title type='text'>Dorabella</title><content type='html'>De Fernando Alonso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se passaram 7 noites desde a gente foi pega, eu e minha irmãzinha. Me lembro bem, como se fosse ontem. Nunca senti um pavor tão grande! Eu sou mais nova que ela. É, a gente estava perto do Shopping. Como chama mesmo? Ah, Interlagos. Brincávamos no estacionamento quando nossa mãe lembrou que não tinha pago o ticket. Pediu para Clara (a Clarinha, minha irmã!) que a gente esperasse ao lado do carro. Foi quando um moço moreno grandão chegou e puxou ela pelo braço. Ela me segurou forte e juntas fomos levadas por aquele homem de nariz achatado. Ele tinha cara de mau, dava medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tapou a boca de Clarinha enquanto nos arrastava para um carro amarelo, bem feio. Ela tentava gritar, mas não conseguia porque a boca continuava tapada. Eu gritei, mas ninguém ouvia! Ele então me jogou no banco de trás, e depois foi a vez de Clara. Ela estava muito assustada e ficava me apertando enquanto chorava. Eu também estava com medo, mas Clarinha me apertava tanto que eu nem conseguia enxergar nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos por um tempão, e não sei bem por onde. O carro balançava muito e é difícil quando se é pequena conseguir enxergar pelo vidro do carro! E também a Clarinha não conseguia prestar atenção em nada, porque só chorava e me apertava o braço. Mas tudo bem, eu me sentia melhor, porque também morria de medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma hora pra outra o moço parou o carro. Ele desceu e fechou a porta. A gente tava num lugar muito feio e fedorento perto de um riozinho pequeninho, bem escuro e com um monte de casa feia em volta, parecia que não tavam prontas. Tem um monte de lugar assim em São Paulo né? Aí depois que ele terminou de conversar com outro moço ele voltou. Abriu de novo a porta e mandou a Clarinha calar a boca, senão batia nela. Eu fiquei com tanto medo que nem tentei falar mais nada depois disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o carro começou a andar de novo e aí a gente foi até o final da rua de terra. Chegando lá, o moço desceu e pegou Clarinha de novo pelo braço. Ela gritou por mim e ele deixou que ela me segurasse novamente pela mão. Estranho, o homem não tava nem aí pra mim, só pra Clarinha. Fiquei com medo por causa dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ele levou a gente pra uma daquelas casas bem feias. Lá abriu uma porta com cadeado e nos levou por uma escada pra baixo. Tinha um quarto escuro lá e sem janelas, com uma só lâmpada. Eu não gosto muito de ficar no escuro. Quando eu ficava só no nosso quarto passava muito nervoso. O bom é que a Clarinha sempre dormiu comigo. Mas então, ele jogou a gente lá dentro e trancou a porta. Minha irmã me abraçou e começou a chorar muito. Eu também queria chorar, mas não conseguia não sei por quê. E assim ficamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram vários dias e Clarinha até emagreceu porque não conseguia comer direito. E a comida era muito nojenta também. Eles abriam a porta, deixavam o prato e fechavam de novo. Até barata aparecia no quarto. O colchão era sujo, muito sujo mesmo, e a gente tomava um monte de picada de bicho. Mais a Clarinha, comigo eles só pulavam e iam embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, passamos um sufoco viu. Aí ontem o moço de nariz achatado apareceu e disse que a gente ia ser libertada. Ouvi ele dizer que ia deixar a gente na marginal Pinheiros, só não sabia onde ficava esse lugar. Ficamos super felizes, mas minha irmã não conseguia sorrir. Tava com medo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Clarinha ficou esperando ansiosa a noite toda. Quando amanheceu, o moço abriu a cela e falou pra Clarinha que o pai dela tava esperando. Não sei porque não falou ‘’nosso’’ pai, mas percebi que pra ele eu nem existia! E Clarinha sempre cuidou de mim, mas ela tava tão feliz em ouvir falar do papai que soltou minha mão, pegou a do moço e assim foi embora! Ela me deixou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito triste e com medo. Não sabia mais o que fazer. Eu nunca tinha dormido sozinha antes, e passei a noite mais horrível de minha vida. Abandonada pela minha família achei que ia ficar ali pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que, quando amanheceu, uma moça abriu o quarto. Parecia que ela ia limpar lá, quando me encontrou. Ela estendeu sua mão, me pegou e me colocou numa cadeira, fora do quarto. Quando terminou de limpar, me pegou de novo e disse que ia me apresentar sua filha. Chamava Jéssica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida então mudou. Eu não vivo mais numa casa tão legal, num bairro de casas mais bonitas. Moro agora num lugar sujo chamado ‘’Elióplis’’, ando cheia de terra e meu braço tá todo descosturado. Aqui cheira a esgoto, não me chamam mais de Dorabella, mas pelo menos eu não tô mais sozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-5631096891741015192?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/5631096891741015192/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=5631096891741015192' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5631096891741015192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/5631096891741015192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/07/dorabella.html' title='Dorabella'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38062039.post-3996543809889391457</id><published>2007-07-30T06:45:00.000-07:00</published><updated>2007-07-30T06:46:39.595-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luciana Muniz'/><title type='text'>Conhece-te a ti mesmo</title><content type='html'>De Luciana Muniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mistérios do universo sempre me fascinaram, sempre tive a curiosidade de saber os porquês dos porquês dos porquês e isso não deve ser à toa...&lt;br /&gt;Então fui atrás da minha curiosidade, sempre guiada pela minha intuição. Li muitos livros, mas ainda sentia que lia e não entendia! A sensação de que as palavras eram literais me perturbava, foi quando li, não recordo o livro tampouco o autor, que o caminho que leva à consciência do universo é um caminho sem volta...&lt;br /&gt;Sinceramente não compreendi o que isso significava, como sem volta?&lt;br /&gt;Somente anos mais tarde me dei conta do seu real significado, principalmente quando li textos de Sócrates, o filósofo grego, onde ele citou sabiamente: CONHECE-TE A TI MESMO. A meu ver esta frase é a chave para a compreensão de todo o universo!&lt;br /&gt;Só conseguimos compreender as outras pessoas depois que aprendemos a nos conhecer, sem máscaras, sem ilusões. Quando aprendemos a enxergar sem medo nossas qualidades e defeitos, nossos sentimentos e desejos mais profundos, estamos aprendendo também a enxergar o próximo, porque o próximo também tem qualidades e defeitos, também anseia por algo, também sente medo.&lt;br /&gt;Começamos aos poucos a enxergar o mundo à nossa volta e as pessoas que dele fazem parte, de outra forma, mais real, mágica! Aos poucos e naturalmente a sensibilidade vai aflorando até que sejamos capazes de compreender o real significado de um olhar, de uma palavra, um gesto.&lt;br /&gt;É um caminho sem volta sim, pois toda a inocência é perdida, a realidade se mostra totalmente, às vezes de maneira cruel. Por um lado é muito bom, pois estaremos preparados para os acontecimentos, mas por outro... Às vezes é melhor não saber, não intuir e enxergar aquilo que gostaríamos que não fosse real.        &lt;br /&gt;Os inocentes são felizes, mas são cegos. Aqueles que conseguem enxergar além do superficial também são felizes, mas de uma felicidade sólida, com os pés fincados no chão, pois antes de tudo conhecem a si mesmos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38062039-3996543809889391457?l=soltando-verbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/feeds/3996543809889391457/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38062039&amp;postID=3996543809889391457' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3996543809889391457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38062039/posts/default/3996543809889391457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soltando-verbo.blogspot.com/2007/07/conhece-te-ti-mesmo_30.html' title='Conhece-te a ti mesmo'/><author><name>Lu Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02135149935353944041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12548569081299086050'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry></feed>